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Agricultura
Agricultura é a
arte ou processo de usar o solo para cultivar plantas com o
objetivo de obter alimentos, fibras, energia e matéria prima
para roupas, construções, medicamentos, ferramentas e
contemplação estética. A quem trabalha na agricultura
chama-se agricultor. O termo fazendeiro se aplica ao proprietário
de terras rurais onde, normalmente, é praticada a agricultura
ou pecuária ou ambos.
História
Supostamente, há cerca de 10 mil anos atrás, durante a Pré-história,
no período do neolítico ou período da pedra polida, alguns
indivíduos de povos caçadores-coletores notaram que alguns
grãos que eram coletados da natureza para a sua alimentação
poderiam ser enterrados, isto é, "semeados" a fim
de produzir novas plantas iguais às que os originaram. Essa
prática permitiu o aumento da oferta de alimento dessas
pessoas, as plantas começaram a ser cultivadas muito próximas
uma das outras. Isso porque elas podiam produzir frutos, que
eram facilmente colhidos quando maturassem, o que permitia uma
maior produtividade das plantas cultivadas em relação ao seu
habitat natural. Logo, as freqüentes e perigosas buscas à
procura de alimentos eram evitadas. Com o tempo, as pessoas
foram selecionando os melhores grãos selvagens e foram
selecionados aqueles que possuíam as características que
mais interessavam aos primeiros agricultores, tais como:
tamanho, quantidade produzida, sabor, etc. Assim surgiu o
cultivo das primeiras plantas domesticadas, entre as quais se
inclui o trigo e a cevada.
O início das atividades agrícolas separa o período neolítico
do imediatamente anterior, o período da pedra lascada. Como
é anterior à história escrita, os primórdios da
agricultura são obscuros, mas admite-se que ela tenha surgido
independentemente em diferentes lugares do mundo,
provavelmente nos vales e várzeas fluviais habitados por
antigas civilizações. Durante o período neolítico, as
principais áreas agrícolas estavam localizadas nos vales dos
rios Nilo (Egito), Tigre e Eufrates (Mesopotâmia, atualmente
conhecida como Irã e Iraque), Amarelo e Azul (China). Há
registros de cultivos em pelo menos três regiões diferentes
do mundo em épocas distintas: Mesopotâmia (possivelmente
pela cultura Natufiana), América Central (pelas culturas pré-colombianas)
e nas bacias hidrográficas da China e da Índia.
Mudanças no clima ou desenvolvimentos da tecnologia humana
podem ter sido as razões iniciais que levaram à descoberta
da agricultura. A agricultura permite a existência de
aglomerados humanos com muito maior densidade populacional que
os que podem ser suportados pela caça e coleta. Houve uma
transição gradual na qual a economia de caça e coleta
coexistiu com a economia agrícola: algumas culturas eram
deliberadamente plantadas e outros alimentos eram obtidos da
natureza.
A importância da prática da agricultura na história do
homem é tanto elogiada como criticada: enquanto alguns
consideram que foi o passo decisivo para o desenvolvimento
humano, críticos afirmam que foi o maior erro na história da
raça humana.
Por um lado, o grupo que se fixou na terra tinha mais tempo
dedicado a atividades com objetivos diferentes de produzir
alimentos, que resultaram em novas tecnologias e a acumulação
de bens de capital, daí o aculturamento e o aparente
melhoramento do padrão de vida. Por outro, os grupos que
continuaram utilizando-se de alimentos nativos de sua região,
mantiveram um equilíbrio ecológico com o ambiente, ao contrário
da nova sociedade agrícola que se formou, desmatando a vegetação
nativa para implantar a monocultura, na procura de maior
quantidade com menor variedade, posteriormente passando a
utilizar pesticidas e outros elementos químicos, causando um
grande impacto no solo, na água, na fauna e na flora da região.
A mesma hipótese aplica-se à pecuária, ou seja, a domesticação
de animais como cães e ovelhas. Supostamente, os cães foram
derivados por seleção genética de filhotes de cães
selvagens que viviam em volta dos acampamentos humanos, se
alimentando de restos de carcaças deixadas como resíduos
pelos caçadores-coletores. Ainda supostamente, os seres
humanos reconheceram certa utilidade nesses animais pois eles
davam alarme da presença de outros animais selvagens mais
perigosos (como os lobos e os grandes felinos). Eventualmente,
alguns filhotes foram retirados das suas tocas, após a morte
de suas mães. Esses filhotes foram levados para aos
acampamentos humanos e criados juntamente com as pessoas. Com
o passar do tempo, como os animais que apresentavam características
ferozes eram impedidos de se acasalar, houve uma seleção de
animais mais mansos (aos quais era permitido o acasalamento).
Isto levou eventualmente à criação de uma nova espécie, os
cães domésticos. De maneira semelhante, espécies de animais
selvagens (como ovelhas e bovinos selvagens) foram usadas na
criação de seus correspondentes domésticos (ovelhas e
bovinos).
Além de alimentos para uso dos seres humanos e de seus
animais de estimação, a agricultura produz mercadorias tão
diferentes como flores e plantas ornamentais, fertilizantes
orgânicos, produtos químicos industriais (látex e etanol),
fibras (algodão, linho e cânhamo), combustíveis (madeira
para lenha, etanol, metanol, biodiesel). A eletricidade pode
ser gerada de gás de metano de dejetos animais e de resíduos
vegetais processados em biodigestor ou da queima de madeira
especialmente produzida para produção de biomassa (através
do cultivo de árvores que crescem rapidamente, como por
exemplo, algumas espécies de eucaliptos).
Do ponto de vista técnico e científico, a evolução da
agricultura é dividido em três etapas principais: Antiga,
Moderna e Contemporânea.
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